Eu choro de vergonha cada vez que me sinto incapaz. Sei lá, talvez esse seja o meu maior fantasma. Detesto demonstrar fraqueza, ou algo similar, e aí não tem jeito... Preciso de goles fortes e uma conversa amena, comigo mesma, ou com quem se importe. -"Quem se importe" não existe, não sem interesse.- sigo com meus monólogos mesmo.
Levantei cedo sem precisão, com medo, mas não chorei, e muito menos procurei abrigo alheio. Isso é lenda no meu mundo. Ando desacreditando de tudo que vejo, isso faz tempo... O desânimo toma conta dessa dança que não tem parada forte e passos bem marcados. Nada mais chama minha atenção. A indiferença me contagiou de tal maneira que não existem mais conversas que eu deseje ter o dia inteiro, encontros que eu espere por semanas ou chamada no celular que melhore o dia. Nada que ouço inspira, excita ou motiva. Minha atmosfera está impotente. Tudo está em linha reta. É um saco! Eu sou toda em curvas e essas paralelas jamais se moldarão aos meus quadris.
Essas palavras que permanecem desconexas, sem exatidão no que desejo falar também, puta que pariu! Que asco! Pra mim agora tudo é apenas vômito. Hoje não quero contar histórias, não espero visita de deusas e muito menos de demônios. Eu quero colo, e espero que adivinhe isso. Deixei de crer em todos e já não faz mais diferença o curso que a vida tomar. A única espera que mora em min é a da chegada de mudanças, coisas e lugares novos pra trazer sorte. O resto eu passo.
Não quero papo.
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