Eu não tenho mais estômago pra fingir que estou bem
Eu não tenho mais vontade de acreditar que vai ficar tudo bem
Eu não sei mais não gritar de saudades
Eu ainda não aprendi a deixar de enlouquecer e não entrar em desespero
Eu não sei parar de sentir falta dos seus olhos de tâmaras fitando cada marca do meu corpo
Eu não parei de enjoar nas crises de ansiedade
Eu ainda tenho ânsia de vômitos quando fico muito nervosa
Eu já não danço mais
Eu sou convidada pra festas. Eu prefiro ficar em casa
Eu desaprendi a seduzir
Eu ainda chego beijando e pedindo cerveja
Eu não consigo mais beber muito
Eu já não sei mais o gosto dos drinks fortes
Eu ainda não tenho boas histórias pra contar
Eu não sei mais jogar charme. Conversa fora. Madruga e meia.
Eu não me visto mais pra impressionar
Eu não procuro roupas fáceis de tirar
Eu já não tenho ânimo. Eu nem sei o que é ter, ou ser, ou realmente querer
Eu ainda consigo gargalhar até engasgar, mas faço isso poucas vezes
Eu não abro mão das minhas noites de sono
Eu ainda gosto de você
E eu não te quero por perto
Eu pouco escrevo
Pouco danço
Pouco me encanto
Eu já não sei mais sonhar
Eu espero ainda bons finais de semana
Os bons finais de semana acontecem 3 vezes no ano, se muito
Eu ainda não tenho paciência
Eu falo alto demais
Eu não confio
Jamais acredito em elogios
Eu acho que tudo é um teste, tudo me bota pra baixo
Eu ainda sou facilmente esquecida
Ainda todos me deixam de lado
Eu acho que se viram muito bem sem mim
Eu não deixo de puxar conversa, de caçar assunto...
Mas eu canso muito.
Eu não chamo pro ringue. Eu não sei lutar.
Quase sempre eu desisto. De tudo. De todos, mas principalmente de mim.
Eu ainda imagino noites que não acontecerão.
Eu me arrependo daquelas que já se foram
Eu busco afeto
Eu sofro
Mas eu finjo. Sempre finjo que não.
terça-feira, 1 de agosto de 2017
ESSA É PRA VOCÊ QUE NUNCA PERGUNTA SE EU ESTOU BEM
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