Ela pode ser o amor da sua vida, pode te mostrar os prazeres de uma alegria em constante subida, querer seu bem, não importa o sacrifício que seja tomado. Quem sabe ela possa te fazer sorrir, como quem tem um anjo ao lado.
Ela estará entre os dez mil motivos que você tem pra chorar, fazendo arder e pesar as mais de vinte mil lagrimas que derramar. Ela também será seu suspiro de alívio ao final de cada dia, diante de cada convite da morte estampado no sarcasmo da rotina. Apenas o sorriso presente nos olhos dela te dará forças pra viver, cuspir a covardia e continuar.
Além de ter o poder de um dia tornar-se o amor da sua vida, ela tem habilidade magistral pra invadir seus pensamentos e dominá-los a ponto de que você suplique por uma camisa de força, por injeções fortes de qualquer coisa que a apague de sua mente. De seus assuntos. De seus gestos. Algo que a mate principalmente de seus toques, que são dela e pra ela, não importa quantas tentativas tenha de se viciar em outras.
Vício esse que corrompe a razão do saber ou crer. Ter o corpo inundado com a certeza de que não sei o que sinto, o que vejo ou penso. Ter as palavras cuspidas em forma de poesia e pisadas como se fossem merda de cachorro. As definições confundem e distorcem a ilusão da vida real. O vício da incerteza, os prazeres e as dores se equiparam em uma disputa de qual mais ela trás. Dores e amores vindos da mesma mulher.
A dor que ela provoca é o que a melancolia de cada dia te trás hoje. Ela te viciou em sofrer e já não vive mais sem isso. Quando está por perto te inunda de alegria, mas é quando ela se afasta que você gosta do que sente. A dor no coração, os pensamentos atordoados causando enxaquecas fortíssimas. A mulher que te trás a dor da abstinência, a maldita presente somente em seus tragos e na fumaça de seu cigarro. Aquela que devolve seu paladar, mesmo tendo as palavras e atitudes que descem rasgando e queimando o esôfago como uma dose forte. Ela gosta mesmo é de brincar com o jogo da morte da sua sanidade. Seu objetivo consiste em alimentar a diversão de jamais te deixar descansar em paz.
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