terça-feira, 18 de agosto de 2015

POR FAVOR, GARÇOM, TRAGA SEUS MELHORES PRATOS E SUAS BEBIDAS MAIS VALIOSAS. QUEREMOS UMA OVERDOSE DAS MELHORES HISTÓRIAS DA CASA

Não quero gente que não me renda boas histórias e não quero nada em doses fracas também. Por que cautela e choros não me apetecem. Esse jogo de tudo ou nada não interessa o final. Nem me interessa também as migalhas dormidas do seu pão, seu corpo tem de estar queimando junto com o meu, as mentiras sinceras ainda agradam. Tente o papinho meia boca com as iniciantes, eu não quero mais.
Eu quero noites ao som Closer - Kings Of Leon, uma trilha para o amor regado a whisky, danças nuas no balcão. Vagorosamente me perco e me acho em um instante de insanidade igual aos monólogos livres de Psicose.   Gosto disso de assustar, bancar a louca, te beijar sem que você espere, te bater pra derrubar, olhar nos seus olhos e encarar um por um de seus demônios. Tudo isso para que não me subestime, por favor, faça o que quiser, mas não me subestime. Podemos sempre beber mais e dançar mais, mas, te peço encarecidamente, não me ofereça nada que seja menos.
Li uma vez que nós nunca estamos contentes, não basta uma boa foda, queremos também a alma do sujeito. E é isso que quero agora, sua alma, sua dose mais forte, estar nas suas melhores noites, pertencer às suas melhores histórias.  Nesse imenso abismo que é o sentir, agora a ultima coisa que quero é esse amargo ardor que sua face me trouxe um dia. O calor que existe e insiste em nos marcar como ferro em brasa, essa chama solitária e quase imperceptível aos olhos destreinados.
Por vezes, e são muitas, acho que nos faltou raiva, uma trilha sonora mais intensa, mais ofensas e golpes sangrentos. Foi isso que nos faltou, faltou o mais, nos contentamos em ser medianos. Quer saber? Fodam-se os comentários, fodam-se os outros! Que sejamos o filme mais violento, a música mais alta, os loucos mais insanos, os apostadores mais audaciosos da casa.
Dobro essa aposta. Não vale a pena saber se é dia ou noite. Não me interessa seu passado, seus amores e dissabores, não me importo com crenças, políticas, ideologia vã. Sou eu por mim. Minha pátria mãe gentil, apenas almejo celebrar essas histórias loucas, esses malucos, marginais alados… Beber, beber e rir até cair do mais alto precipício da moral e rastejar com os meus, com os reais que senti tudo a fundo. Isso, vá mais fundo, bem mais fundo, com força, me tome amor!
O gole da mais pura insanidade é isso que tenho para lhe servir. Chame de amor, chame de vontade, dê um nome, dramatize comigo, me faça saber que você também quer estar aqui nessa bagunça personificada. Diga qualquer coisa, mas fuja dessa apatia de me procurar para coisas medíocres e sem espírito.
Não suporto mais esse asco de contos de fada, isso só me entedia, e o tédio não cabe mais em mim. Feche a conta garçom que nossa orgia literária ao chegou ao fim.
“Da série: Coletivo Insano (Dos papos que inspiram)
Erik LucasTais MedeirosThalita Gonçalves Ramos Freitas” 

Nenhum comentário:

Postar um comentário